Hoje, 1º de outubro, é o Dia Internacional do Café. A data já existe há mais de uma década, mas esse ano ela ganhou um motivo extra pra ser comemorada: pela primeira vez, tem reconhecimento oficial da Organização das Nações Unidas.
A ideia nasceu em março de 2014, quando os Estados-membros da Organização Internacional do Café (OIC) decidiram criar uma data única pra celebrar o café no mundo todo. A primeira edição oficial aconteceu em 1º de outubro de 2015, em Milão, durante a Expo Milano, reunindo 74 países-membros da OIC e 26 associações cafeeiras.
A escolha do dia não foi aleatória: 1º de outubro marca, tradicionalmente, o início do “ano do café” — o momento em que a colheita começa em boa parte dos países produtores, o que faz da data um marco natural pro calendário do setor.
Tem uma curiosidade por trás disso: o Japão já comemorava seu próprio dia do café em 1º de outubro desde 1983, promovido pela All Japan Coffee Association — ou seja, antes até de existir uma data internacional, um país já tinha chegado à mesma conclusão sozinho.
A grande novidade de 2026 é justamente o novo status da data. Em 10 de março deste ano, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução oficializando o 1º de outubro como Dia Internacional do Café. A proposta foi liderada pelo Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo, com apoio da FAO. Deixou de ser só uma data do setor e passou a ser reconhecida globalmente — o texto da resolução chega a conectar a cadeia do café a objetivos como erradicação da pobreza, trabalho digno, igualdade de gênero e sequestro de carbono.
A celebração reúne tanto países produtores quanto consumidores. Os 74 Estados-membros da OIC e dezenas de associações cafeeiras participam das ações nesse dia — de grandes produtores como Brasil, Colômbia, Vietnã e Etiópia a mercados consumidores como Estados Unidos, Japão e boa parte da Europa. Alguns lugares preferem manter sua própria data separada: Taiwan celebra desde 2009, e a Costa Rica reserva a segunda sexta-feira de setembro pro seu dia nacional do café.
Pra quem torra café todos os dias, como a gente aqui na Arbor, essa data é um lembrete bom: por trás de cada xícara tem uma cadeia inteira de gente — do produtor que cuida da lavoura até o torrador que acompanha o ponto certo — que fez esse café chegar até você.