Café faz mal à saúde? A pergunta é das mais buscadas, e a resposta que a pesquisa recente sustenta é quase o oposto do que o senso comum imaginava décadas atrás: em consumo moderado, café tende a somar mais benefício do que risco.
O que os estudos mostram
Uma pesquisa publicada na Annals of Internal Medicine associou o consumo moderado de café a menor risco de morte por doenças cardíacas, diabetes e doenças renais. Uma meta-análise publicada na Nutrients em 2025 encontrou efeito protetor da cafeína contra sintomas depressivos, especialmente entre 200mg e 400mg por dia, o equivalente a 2 a 4 xícaras.
Onde fica o limite
O problema não costuma ser o café, é o excesso. Doses acima de 400mg de cafeína por dia podem causar taquicardia, palpitação, insônia, tremor, dor de cabeça e náusea. Café também não causa ansiedade por si só, mas excesso de cafeína pode intensificar sintomas em quem já tem predisposição.
Moderação, não demonização
O consenso atual entre especialistas de saúde caminha pra desmistificar o café, não pra condená-lo. Isso não significa ignorar o próprio corpo: quem sente efeito colateral mesmo em dose moderada deve respeitar esse sinal, de preferência conversando com um médico sobre o caso específico.
Café bem dosado tem mais chance de virar aliado do que vilão. A dose certa, essa sim, é individual.